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A verdade pragmática é aquilo que é real de um sistema de valores, mas como verdade e realidade não são sinônimos, buscaremos, a partir da nossas verdades e realidade, trazer textos sobre tudo. Este blog também abordará assuntos acadêmicos referentes à psicologia e comunicação institucional. E com o tempo esperamos adicionar mais assuntos através de outros colaboradores.



terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O motivo é um só

Imagem: wallpaper.com
Anos depois, e ainda não me conformo com as mudanças ortográficas ocorridas em nossa língua. Uma besteira. E o pior de tudo é ouvir as argumentações.

 É dito que as mudanças objetivam facilitar o entendimento da escrita, considerada difícil e envelhecida, e por isso causa dificuldade para colocar em prática o seu bom uso. Mas que conversa fiada! O que torna a escrita difícil para muitos, é a falta de leitura, podem alterá-la quantas vezes quiserem, abolir todos os acentos, hífens, as vírgulas, os pontos e vírgulas, as exclamações, interrogações e os pontos finais, se o sujeito não parar de ver nego ruim de bola por um momento, e não ler um jornal, revista, ou um livro, essas mudanças não servem de nada.

É tão óbvio. O caboclo aprende a escrever lendo, e não pela simplificação de regras, regras ajudam, são instrumentos de apoio, mas o fundamental é a leitura.

 E incentivo a leitura cabe as políticas de governo, que jamais priorizaram a educação no Brasil, e isso sim tem que ser modificado.

 Sou frequentador de sebos, eles repletos de ortografia "velha" jamais perderão seu charme para mim, o que me faz causar confusão na hora de aplicar essas mudanças idiotas, devido o costume de uma vida inteira de escrever e ler de determinada forma, e que continuarei a ler por muitos anos.

Para justificá-las também usam a velha argumentação que a língua precisa acompanhar a modernidade, o que concordo em relação a inclusão de novos termos, mas não entendo onde a modernidade obriga causar estas mudanças que não trouxeram nenhum benefício, afinal, qual a vantagem Maria e João leva?

 Mas é ingenuidade pensar, que as mudanças se deram motivadas única  e exclusivamente pelo desejo nobre e límpido de ajudar quem precisa. O fato, a argumentação principal já fora exposta,mas espertamente disfarçada como argumentação menor, secundária, através de poucas linhas e tom de voz cuidadoso, brando. O dinheiro, sempre o dinheiro! Sempre, sempre, sempre, sempre. Prostituiu a música, os livros, o cinema para construir a babilônia horrorosa que chama de mundo POP, e agora até a língua sofre da gana do devorador irracional. As mudança ocorreram para facilitar o comércio entre descoberto e descobridor e com alguns países da África, a ideia é assemelhar as duas línguas o máximo possível, para facilitar a venda de livros por exemplo. Não há outro motivo, o resto que é despejado como argumento é puro anestésico antes de usar a navalha.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A filosofia da vitória

O capitalismo nos diz que devemos vencer, instigando a competição, aflorando os que há de pior nas pessoas.
Isso todos nós sabemos. Suponho. Mas o que poucos param pra pensar é que pra haver um vencedor  alguém tem que perder, e isso ninguém quer, salvo os depressivos de toda ordem, apáticos e os conformados com a derrota diária.
Não há maneira de todo nós vencermos na vida, pois se todos vencerem ainda seria uma vitória? Acho que não.
Mas não culpe o capitalismo, ele faz a parte dele, mas nossos ancestrais primitivos já competiam, entre si e contra a natureza. Então será que podemos dizer que lutar por algo, competir pelo melhor para si é natural?
O egoísmo é natural do "ser-humano", pense numa conversa cotidiana, tente lembrar da maioria dos tópicos desta conversa, agora pensa em quantas vezes você citou algo como "eu vi, eu li, eu ouvi, eu acho", mas não é só isso, há suas derivações "minha, meu". Constantemente tentamos forçar a nossa vontade nas outras pessoas que nos cerca.
Vencer é um vício, uma maldição, raramente competimos com intuito de perder. Todos nós queremos vencer, fato, mas você será favorecido quanto menos se importar com a moral ou bom senso, preferencialmente não os tenha.
Para haver um vencedor há de ter um perdedor. é filosófico, ninguém vence competindo sozinho, é relativo, para você ser melhor, tem que ser comparado a outro. Relatividade, algo que completa a vitória, e vivemos comparando tudo e todos a todo momento, inconscientemente que seja, ainda mais num mundo pós-moderno. Mas a comparação em si não é o problema, a constante insatisfação em que nos acostumamos perpetuado à gerações faz parecer que é algo natural. Aceitamos o sistema em que vivemos, na esperança de sermos favorecidos quando estivermos no lugar daqueles que detém o poder e o capital.
Pensando neste assunto lembro-me da frase: "Para conhecer a verdadeira natureza do homem, dê-lhe dinheiro e poder."